Um lugar no ermo
Semblante fechado, contrito, porém sereno
Não saber aonde ir é fato
Saber chegar, a questão
O passar dos dias traz dúvidas
Ondas que vem e que vão
Repentinas certezas, longínquas angústias
A vida se esvaindo num oceano de questionamentos
Pequenas ações se tornam muralhas
O vazio do eu preenchido pelo medo
A liberdade, há tempos vívida, tolhida por quase nada
Mas a mente ainda luta, teima em respirar
O pensamento, antes aprisionado
Voa nas asas do incerto
Atravessa a fronteira da imaginação
E encontra na sabedoria seu ninho
(Alexandre Tigre)
Nenhum comentário:
Postar um comentário